Assisti, em um clube de Curitiba, a palestra do Historiador, Filósofo e, antes de tudo, Professor Leandro Karnal, que falou sobre Ética, Política e Comportamento.
Com timing exato de pausa, graça e seriedade, ele mantém a atenção do público da maneira como os muito bons no que fazem conseguem. A percepção que tive é de que é fácil e leve, como quando vejo um artista que sabe o quanto de suor, esforço e estudo dispendeu para chegar até ali. Leandro Karnal é um Estudioso e um Pensador.
Ao falar sobre ética, falou também sobre etiqueta, sua irmã menor. Etiqueta é a ética do dia a dia. É o respeito ao empregado, ao diferente e ao que pensa diferente de nós. É a gentileza no trânsito, respeito às filas e por aí vai. Não tem nada a ver com o uso correto de talheres e taças. Isso é traquejo social. Aprendemos em casa, na vida ou em cursinhos de um mês que não nos deixam fazer feio em jantares mais formais.
Ética é o modo como tocamos a vida. É ser confiável nas relações pessoais e de trabalho.
Ética é lisura de atitudes, comprometimento com escolhas e reconhecimento de erros que todos cometemos. É não enganar e iludir para obter vantagens de quaisquer tipos.
Acredito que maturidade é tempo de se ter um olhar para dentro. Conhecer-nos e reconhecer-nos nas qualidades e nos defeitos que temos é um freio poderoso na vaidade. Devemos usar o que aprendemos com os percalços e alegrias da jornada a nosso favor. Levar a vida do jeito mais parecido conosco nos garante alegria e bom humor. Com um pouco de sorte seremos boas companhias. Seremos densos, não pesados.
segunda-feira, 27 de junho de 2016
segunda-feira, 20 de junho de 2016
Outra menina e Galinhas
A menina observa, atenta, o trabalho do homem que veio para cortar a asa das galinhas que tentam voar para fora do terreno onde fica o galinheiro. Ele segura a galinha firmemente sobre o cepo de cortar lenha e, com uma machadinha, dá um único golpe na asa esquerda da ave. Em seguida, solta aquela no galinheiro e, hábil, pega outra e repete o procedimento até que não sobre nenhuma sem a asa cortada. Espalhafatosas e barulhentas como são as galinhas, elas tentam um voo desesperado e desequilibrado por duas, três vezes e se esborracham no chão. De repente, desistem e passam, calmamente, a catar minhocas como se nada tivesse acontecido. A menina aprende que, para voar, é necessário ter equilíbrio.
Da menina também cortaram as asas, as duas, com a " melhor das intenções" - esse pecado disfarçado de bom moço e tão abrangente que só se apresenta no plural - para que ela não corresse riscos de se machucar e ficar bem, presa e segura ao chão onde pisa. Elas, as boas intenções, costumam agir em conluio com as vaidades, em quem esbarram nos estreitos labirintos que entopem o inferno. A menina aprende que, para voar, é necessário ter asas.
Como as galinhas, a menina tenta dois ou três voos com o cotos que ficaram mas não consegue sair do chão. E são atentos os cortadores de asas, de galinhas ou de meninas. A cada ameaça de voo solo, elas são devidamente aparadas.
Com o tempo, as galinhas vão pra panela e a menina vai fazendo o que se espera dela, até que um dia percebe que aquilo tudo já não tem valia, perdeu o significado, transformara-se em um estorvo. E a mulher aprende que precisa de asas para seguir.
Resgata em si aquelas que sempre foram suas, sacode-as, tira delas o pó, testa-lhes a capacidade. Fontes seguras me informaram que ela está aprendendo, tem feito voos firmes e dizem até que tem voado cada vez mais alto.
E eu fico muito feliz por ela.
Da menina também cortaram as asas, as duas, com a " melhor das intenções" - esse pecado disfarçado de bom moço e tão abrangente que só se apresenta no plural - para que ela não corresse riscos de se machucar e ficar bem, presa e segura ao chão onde pisa. Elas, as boas intenções, costumam agir em conluio com as vaidades, em quem esbarram nos estreitos labirintos que entopem o inferno. A menina aprende que, para voar, é necessário ter asas.
Como as galinhas, a menina tenta dois ou três voos com o cotos que ficaram mas não consegue sair do chão. E são atentos os cortadores de asas, de galinhas ou de meninas. A cada ameaça de voo solo, elas são devidamente aparadas.
Com o tempo, as galinhas vão pra panela e a menina vai fazendo o que se espera dela, até que um dia percebe que aquilo tudo já não tem valia, perdeu o significado, transformara-se em um estorvo. E a mulher aprende que precisa de asas para seguir.
Resgata em si aquelas que sempre foram suas, sacode-as, tira delas o pó, testa-lhes a capacidade. Fontes seguras me informaram que ela está aprendendo, tem feito voos firmes e dizem até que tem voado cada vez mais alto.
E eu fico muito feliz por ela.
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Comida Boa, Bom Começo
A neta "sabe vó, eu vou casar com um homem que me dê só comida boa começando pela festa do casamento. Vai ter salmão, muito sorvete e o bolo vai ser uma cascata de cupcakes. E é claro que vou servir milk-shake de cappuccino. A lua de mel vai ser na Itália para eu comer massas todos os dias."
Infantil à primeira vista ( difícil encarar o milk-shake) a proposta é prática e objetiva. Para que não restem dúvidas e mal entendidos, a lua de mel, uma espécie de tour gastronômico, sinaliza que o combinado é pra valer e é assim que será, desde o começo. E o combinado, como sabemos, não sai caro. Se o arranjo não for do gosto do noivo cabe a ele dizer que não aceita. Podem fazer rearranjos que atendam aos interesses dos dois ou até desistir do casório.
Nós, adultos, temos muito o que aprender com esta postura, Colocando-se como protagonista da própria história, a menina sabe o que quer e do que gosta. Se agíssemos assim nos assuntos determinantes da nossa vida, seria mais fácil corrigir rotas e reagir mais depressa aos ventos contrários que sopram no caminho.
Não por acaso, em todo o mundo, as celebrações mais importantes começam em torno de mesas fartas e boas bebidas. Tudo o mais vem depois. Comida bem feita e companhia certa são a receita infalível para momentos de amor e alegria.
E começar bem é meio caminho andado para continuar melhor.
A menina sabe o que realmente importa.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Aniversariante do Mês
Faço parte de um grupo de Canto Coral e aprendo e me divirto e vice versa e é tudo tão bom que nos dias em que tem aula já acordo contente e cantante e o grupo inteiro é assim. Achamos graça de tudo e rimos por nada e o professor querido se empenha e se esforça para conseguir a atenção e concentração do pessoal. E cantamos bonito e estamos melhorando bem.
O estabelecido é comemorar os aniversários sempre depois da aula e nunca no mesmo lugar. Como quase a metade aniversaria em um único mês e o grupo tem uns 14/15 membros, sobra mês ou falta aniversariante. Questão fácil de ser resolvida, decidiu-se comemorar, nesses meses, natalícios em geral. E a turma vai e canta Parabéns à Você, e brinda a humanidade toda. E brindamos de novo, desta vez só porque é bom. Desconfio que sejamos o terror dos garçons. Daí um bom motivo para não repetir lugares...
Esses grupos que fazem aulas de canto ou dança têm, em comum, o fato de serem heterogêneos. São pessoas das mais diversas profissões, idades e origens. Trazem vivências diversificadas e pensam a vida cada um à sua maneira. Porém, o fato de escolherem esta ou aquela atividade, cria um fio condutor invisível que vai dando personalidade ao todo, e sabemos, nós e o Principezinho, que o essencial não se mostra ao olhar. O resultado é uma troca rica que expande cada um e a todos. Todo mundo ganha. Todo mundo cresce. Todo mundo fica mais feliz!
O estabelecido é comemorar os aniversários sempre depois da aula e nunca no mesmo lugar. Como quase a metade aniversaria em um único mês e o grupo tem uns 14/15 membros, sobra mês ou falta aniversariante. Questão fácil de ser resolvida, decidiu-se comemorar, nesses meses, natalícios em geral. E a turma vai e canta Parabéns à Você, e brinda a humanidade toda. E brindamos de novo, desta vez só porque é bom. Desconfio que sejamos o terror dos garçons. Daí um bom motivo para não repetir lugares...
Esses grupos que fazem aulas de canto ou dança têm, em comum, o fato de serem heterogêneos. São pessoas das mais diversas profissões, idades e origens. Trazem vivências diversificadas e pensam a vida cada um à sua maneira. Porém, o fato de escolherem esta ou aquela atividade, cria um fio condutor invisível que vai dando personalidade ao todo, e sabemos, nós e o Principezinho, que o essencial não se mostra ao olhar. O resultado é uma troca rica que expande cada um e a todos. Todo mundo ganha. Todo mundo cresce. Todo mundo fica mais feliz!
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Um Pouco de Meu Pai
Meu pai foi um homem correto e bom. Eu tinha trinta e um anos quando ele se foi e fiquei numa orfandade doída e sem medida. Era meu amigo, meu cúmplice e meu exemplo. Me ensinou a gostar de livros e de vinho e lembro que, já sem ele, ao ver cálices expostos em uma loja senti um aperto no peito que me tirou o ar. Única filha com mais três irmãos penso que ele deveria ter sido um pouco menos rígido comigo mas, considerando a época e o lugar de onde vim, ele seguiu a cartilha vigente.
Nos conflitos e embates adolescentes que tínhamos em casa ele, sempre mediador, insistia em afirmar que é possível lidar com as pessoas e conciliar diferenças. Todos têm, dizia ele, um lado certo para chegar e o desafio era descobrir como...Mais tarde, já maduro, ele reavaliou este conceito e me confidenciou, meio em segredo, que "tem aqueles, sabe, que não tem jeito, não tem acerto e não tem conversa". E então, como a gente faz? "Ah, dizia ele, quando não tem jeito, não insista, desista".
Hoje, quando tenho mais idade do que ele tinha quando o perdi, percebo o quanto ainda aprendo com o que tive de exemplo, muito mais do que de discurso, e de quanto era simples e bom estar em sua companhia. E penso que luxo mesmo é ter por perto pessoas boas que nos dão conforto e alegria só por fazerem parte da nossa vida.
domingo, 29 de maio de 2016
Realidade e Caixinha de Jóias
É exaustivo organizar, arrumar, nos instalar num novo lugar e arrumar de novo a casa e a vida. Essa labuta que nos ocupa o tempo inteiro não deixa espaço para mais nada. Ficamos tão envolvidos por ela que não sobra nenhum tempinho para pensar nossos sonhos e, além de pensar, nos mover nos sentido de realiza-los.
Nas situações difíceis pelas quais todos nós passamos na vida, nessas horas em que nem faz sentido sonhar, quando precisamos usar toda a nossa energia para resolver problemas e ir levando a vida do jeito que dá. Nessas horas, devemos guardar nossos sonhos numa caixinha de jóias, daquelas lindas, de boas joalherias, e coloca-la num lugar especial dentro de nós. Não gosto de guardar sonhos em gavetas ou pastas. Gavetas, porque quase sempre são bagunçadas, guardam barbante e esparadrapo e não se prestam para acomodar delicadezas. Pastas, porque são tão formais e antissépticas que os sonhos, com certeza, ficariam espremidos ali.
Caixinhas de jóias, não. Quase sempre são de veludo e envolvidas com uma fita bonita de laço perfeito. Ao serem abertas revelam surpresas. Acredito que é isso que acontece com os nossos sonhos guardados nelas. Um belo dia quando a coisa toda passou e a vida segue seu rumo com mais calmaria, pegamos a caixinha e, ao abri-la, somos surpreendidos por um sonho novinho em folha que faz todo o sentido porque ressurgimos numa nova versão, também novinha em folha.
Nas situações difíceis pelas quais todos nós passamos na vida, nessas horas em que nem faz sentido sonhar, quando precisamos usar toda a nossa energia para resolver problemas e ir levando a vida do jeito que dá. Nessas horas, devemos guardar nossos sonhos numa caixinha de jóias, daquelas lindas, de boas joalherias, e coloca-la num lugar especial dentro de nós. Não gosto de guardar sonhos em gavetas ou pastas. Gavetas, porque quase sempre são bagunçadas, guardam barbante e esparadrapo e não se prestam para acomodar delicadezas. Pastas, porque são tão formais e antissépticas que os sonhos, com certeza, ficariam espremidos ali.
Caixinhas de jóias, não. Quase sempre são de veludo e envolvidas com uma fita bonita de laço perfeito. Ao serem abertas revelam surpresas. Acredito que é isso que acontece com os nossos sonhos guardados nelas. Um belo dia quando a coisa toda passou e a vida segue seu rumo com mais calmaria, pegamos a caixinha e, ao abri-la, somos surpreendidos por um sonho novinho em folha que faz todo o sentido porque ressurgimos numa nova versão, também novinha em folha.
domingo, 22 de maio de 2016
Mudança e Desapego
Mudança feita cabe, no novo endereço, ajeitar o que trouxemos. Nos primeiros dias andamos feito baratas tontas de lá pra cá sem que o serviço progrida, sem que se note algum indício de coisa arrumada. A impressão que temos é de que nunca, nunca mesmo conseguiremos caminhar sem tropeçar nas caixas e armários da transportadora. O lugar é menor então cabem menos coisas, simples assim. Mas, se antes de mudar medimos espaços e móveis e só vieram os que de fato caberiam, por que mudança dá tanto trabalho e faz tanta confusão e bagunça?
Porque deixamos os móveis, mas trouxemos o seu conteúdo. E aqui, no apartamento mais adequado ao nosso momento de vida, nos vemos com uma montanha de coisas que não tem como guardar.
Nesse momento começa a terceira etapa da mudança, a do descarte. Separar roupas e calçados para o bazar da escola, linhas e lãs, fitas e fios para o grupo de voluntariado, roupas de cama para aquela amiga que organiza uma casa de acolhida para carentes de tudo. E a coisa vai fluindo e indo e vemos quanta coisa guardamos sem nem lembrar que tínhamos e como é bom dar-lhes um uso útil para outras pessoas.
Nesses tempos em que a palavra "desapego" é usada sem muito critério, penso sobre qual é o verdadeiro significado dela. Não trazer a sapateira nos faz perceber que podemos doar alguns sapatos, mas isso é fácil.
Desapego, no meu entendimento, é corrigir a rota do nosso viver sempre que for necessário. Abandonar certezas que pareciam eternas e que não fazem mais nenhum sentido. Descobrir o que nos é essencial e ser fiel a nós mesmos. Perceber que não somos mais os mesmos, não obstante nos reconhecer em quem somos agora.
Porque deixamos os móveis, mas trouxemos o seu conteúdo. E aqui, no apartamento mais adequado ao nosso momento de vida, nos vemos com uma montanha de coisas que não tem como guardar.
Nesse momento começa a terceira etapa da mudança, a do descarte. Separar roupas e calçados para o bazar da escola, linhas e lãs, fitas e fios para o grupo de voluntariado, roupas de cama para aquela amiga que organiza uma casa de acolhida para carentes de tudo. E a coisa vai fluindo e indo e vemos quanta coisa guardamos sem nem lembrar que tínhamos e como é bom dar-lhes um uso útil para outras pessoas.
Nesses tempos em que a palavra "desapego" é usada sem muito critério, penso sobre qual é o verdadeiro significado dela. Não trazer a sapateira nos faz perceber que podemos doar alguns sapatos, mas isso é fácil.
Desapego, no meu entendimento, é corrigir a rota do nosso viver sempre que for necessário. Abandonar certezas que pareciam eternas e que não fazem mais nenhum sentido. Descobrir o que nos é essencial e ser fiel a nós mesmos. Perceber que não somos mais os mesmos, não obstante nos reconhecer em quem somos agora.
sábado, 7 de maio de 2016
De Rescaldo e Bifes
Há de se embalar porcelanas, pratas e cristais. Nada muito, mas sempre tem o que significa um afeto, uma referência de alguém que continua a ser uma lembrança boa. É bom levar - não carregar - os objetos que nos remetem à risos claros e alegrias genuínas, Coisa pouca, pouco volume. Precisamos pisar com cuidado no terreno dos desapegos e, com mais cuidado ainda, no dos apegos. É fácil quando falamos de vasos, pratos e tapetes. Complica, quando para seguir é necessário desapegar de sentimentos amalgamados na alma, na pele, no hábito. Situações que não existem mais porque a vida muda e as pessoas também. Aí é imprescindível deixar onde ficou e seguir em frente.
Selecionamos o que levar na mudança de casa, separamos roupas, objetos, coisas que vamos doar e que servirá - que bom! - para outras pessoas. Levamos, dos úteis, geladeira, camas, mesas e cadeiras. Dos que dão cor e sabor à vida, os cálices, os baldes de gelo, as panelas certas, a de risoto, aquelas, maiores, que acomodam as caldeiradas fartas para amigos certos.
E vamos, com o rescaldo que nos mantém de pé para outro momento da vida, e no novo endereço saímos à procura de um lugarzinho simpático e aconchegante para comer um belo bife ao ponto, por gentileza! E pedimos uma cerveja bem gelada porque, afinal, ninguém é de ferro. Saúde!
Selecionamos o que levar na mudança de casa, separamos roupas, objetos, coisas que vamos doar e que servirá - que bom! - para outras pessoas. Levamos, dos úteis, geladeira, camas, mesas e cadeiras. Dos que dão cor e sabor à vida, os cálices, os baldes de gelo, as panelas certas, a de risoto, aquelas, maiores, que acomodam as caldeiradas fartas para amigos certos.
E vamos, com o rescaldo que nos mantém de pé para outro momento da vida, e no novo endereço saímos à procura de um lugarzinho simpático e aconchegante para comer um belo bife ao ponto, por gentileza! E pedimos uma cerveja bem gelada porque, afinal, ninguém é de ferro. Saúde!
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Pilates e Borbulhas
Foram dois telefonemas logo de manhã, quase em seguida, e ambos diziam o que não estava sendo ouvido. De um, por angustiado, e do outro por estar em outra. Começara bem o dia. Um exercício de escolha do que sentir. Urgia não se atrasar para a aula de Pilates que começaria em meia hora. A porta, sempre encostada, estava fechada e, ao tocar a campainha, ouviu a voz da professora a reclamar a "senha" para poder entrar. Senha? Que senha? E ela, abrindo a porta, "Feliz Aniversário, querida! na mão um espumante prestes a explodir e as outras alunas, sorriso largo, taça nas mãos,
prontas para o brinde! Foi a primeira vez na vida que fez uma aula, pelo menos de Pilates, com a cabeça tão leve como a alma.
Esses brindes borbulhantes de champanhes e espumantes, de repente, começaram a ser tornar mais frequentes na sua vida. É chegado o tempo de celebrar e de agradecer. São cumulativas as experiências do aprender, e no esteio do que crê, ancorada no que tem, ela segue a navegar no que precisa. E prescindem de dinheiro as alegrias da alma.
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Amizade Não Tem Preço
Estando com saúde e autonomia já temos o mínimo necessário para uma velhice sem muitos sobressaltos. Certo que uma dorzinha aqui outra ali faz parte da nossa rotina, mas elas foram vindo e foram ficando, indo e sempre voltando, até se transformarem em companheiras de jornada . Eu mesma tenho uma relação de confiança absoluta com as minhas. Posso confiar! não vão deixar me na mão. Dá para barganhar com elas, estabelecer combinados, "olha, se você der uma trégua hoje, prometo que vamos ao médico semana que vem"...
Precisamos manter o interesse na vida e o entusiasmo nas coisas do bem viver. É um exercício diário que exige disciplina e esforço consciente da nossa parte. Dá trabalho e dá resultado! Manter o foco é indispensável e o foco, nesta fase do agora, é nosso! Para mim, o grande presente que a vida tem me dado, são novos amigos queridos, tão próximos do meu sentir e do meu querer que parece que sempre estiveram ali. E resgatei amigos de muitos anos que não via há um tempo longo demais e que sempre somaram na minha vida. E tem sido bom estar com eles novamente. Inventamos programas para celebrar a alegria de estar junto. E a gente come, e a gente bebe e a gente ri.
Uma amiga me disse, certa vez, que temos que ter várias turmas quando vamos envelhecendo.
Amigas para trocar sem cobrar. Para ouvir ou falar. Jogar conversa fora. Desafinar desesperadamente na aula de canto. Beber chopp e vinho e filosofar em mesas de boteco. Amigas são tesouros, bens valiosos que recebemos de presente e que nos acrescentam significado e significância.
Precisamos manter o interesse na vida e o entusiasmo nas coisas do bem viver. É um exercício diário que exige disciplina e esforço consciente da nossa parte. Dá trabalho e dá resultado! Manter o foco é indispensável e o foco, nesta fase do agora, é nosso! Para mim, o grande presente que a vida tem me dado, são novos amigos queridos, tão próximos do meu sentir e do meu querer que parece que sempre estiveram ali. E resgatei amigos de muitos anos que não via há um tempo longo demais e que sempre somaram na minha vida. E tem sido bom estar com eles novamente. Inventamos programas para celebrar a alegria de estar junto. E a gente come, e a gente bebe e a gente ri.
Uma amiga me disse, certa vez, que temos que ter várias turmas quando vamos envelhecendo.
Amigas para trocar sem cobrar. Para ouvir ou falar. Jogar conversa fora. Desafinar desesperadamente na aula de canto. Beber chopp e vinho e filosofar em mesas de boteco. Amigas são tesouros, bens valiosos que recebemos de presente e que nos acrescentam significado e significância.
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